Impressionante! Mas, discussões intermináveis sobre determinado assunto acabam causando desconforto e levam pessoas a desfazer amizades de longa data, e nos casos extremos, tornam-se até inimigos capitais. O que fazer quando isso acontece?
Cada qual com sua razão e com sua opinião , a questão é, que aceitar opinião divergente da sua nem sempre é fácil, porém é necessário, especialmente quando os debatedores conseguem manter a discussão no campo das ideias, sem partir para os ataques pessoais ao oponente.
É preciso disposição para o diálogo e este, requer esforço, escuta e reflexão.
Cada qual com sua razão e com sua opinião , a questão é, que aceitar opinião divergente da sua nem sempre é fácil, porém é necessário, especialmente quando os debatedores conseguem manter a discussão no campo das ideias, sem partir para os ataques pessoais ao oponente.
É preciso disposição para o diálogo e este, requer esforço, escuta e reflexão.
( Fonte: Google Imagens )
É possível analisar a situação sob a ótica da Geografia, da Psicologia e da Filosofia e encontrar nelas, o conhecimento para enfim, decidir como lidar com os desacordos.
“Todo ponto de vista é a vista de um ponto.” (Leonardo Boff)
“Todo ponto de vista é a vista de um ponto.” (Leonardo Boff)
A localização geográfica pode explicar a questão, então, por que dar vazão aquelas discussões intermináveis
sobre determinado assunto, se cada ponto de vista depende do ponto em que se
está olhando? O autor da citação explica que a "cabeça pensa de acordo com o lugar onde pisam os pés."
Cada pessoa vive suas experiências e faz sua leitura de mundo. Influenciada pelas vivências, pelos conceitos e crenças, adota determinado comportamento. Sob a ótica da Psicologia Cognitiva e Comportamental temos a seguinte narrativa:
A teoria da "Dissonância cognitiva" explica o que ocorre quando a pessoa se depara com informações sobre as quais não quer pensar, evitando o surgimento do conflito e o rompimento com velhos hábitos. Nesta situação a pessoa retém consciência parcial da informação, sem ceder à aceitação por inteiro, de maneira a permanecer no estado de negação quanto à mesma.
A dissonância cognitiva é percebida comumente através da inabilidade irracional para incorporar a informação racionalmente. É um estado psicológico que retrata o sentimento desconfortável que emerge da discrepância entre o que a pessoa acredita ser verdade e a nova informação dissonante. Em termos simples, seria a filtragem de informações que entram em contradições, num esforço para ignorar as novas informações e reforçar suas crenças.
(Fonte: Google imagens)
Por último, é possível analisar a questão sob a ótica filosófica. A dialética platônica fundamenta-se no debate entre ideias opostas. Porém, o método filosófico é uma contraposição não de opiniões distintas, mas de uma opinião e a crítica da mesma, ou seja, no cerne de uma ideia é possível que haja a critica da mesma.
A Filósofa Marcia Tiburi diz:" É preciso hoje em dia fazer filosofia com as pessoas. Insistir em uma filosofia comum que não seja o simples consenso, mas a coragem do diálogo. O diálogo não surge sem esforço. Um esforço que, de tão complexo, equivale ao método. Que, de tão difícil, equivale à resistência. Que de tão potente, equivale à transformação social (...). A formação da subjetividade para o diálogo é algo que importa quando desejamos uma sociedade democrática, e é essa a grande contribuição da Filosofia para nossa época. Pois o diálogo é a forma específica do ativismo filosófico.
Há outras áreas de conhecimento que podem explicar a situação do debate entre ideias opostas, porém no momento, convido os leitores a refletirem sobre aquelas apresentadas no texto.
O que vocês acham?
(Fonte: Google imagens)
Por último, é possível analisar a questão sob a ótica filosófica. A dialética platônica fundamenta-se no debate entre ideias opostas. Porém, o método filosófico é uma contraposição não de opiniões distintas, mas de uma opinião e a crítica da mesma, ou seja, no cerne de uma ideia é possível que haja a critica da mesma.
A Filósofa Marcia Tiburi diz:" É preciso hoje em dia fazer filosofia com as pessoas. Insistir em uma filosofia comum que não seja o simples consenso, mas a coragem do diálogo. O diálogo não surge sem esforço. Um esforço que, de tão complexo, equivale ao método. Que, de tão difícil, equivale à resistência. Que de tão potente, equivale à transformação social (...). A formação da subjetividade para o diálogo é algo que importa quando desejamos uma sociedade democrática, e é essa a grande contribuição da Filosofia para nossa época. Pois o diálogo é a forma específica do ativismo filosófico.
Há outras áreas de conhecimento que podem explicar a situação do debate entre ideias opostas, porém no momento, convido os leitores a refletirem sobre aquelas apresentadas no texto.
O que vocês acham?
Referências
filosofiafae.blogspot.com.br
Marcia Tiburi, Como conversar com um fascista, reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro


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