Depois daquele reality show minado de hipocrisia que assistimos no domingo, por figuras desconhecidas do povo e presidida por Eduardo Cunha, réu de ação penal por crime de corrupção entre outros, ficou a pergunta: Que releitura é possível fazer com a derrubada do governo da presidente Dilma?
Conforme o pensamento de Carlos Juliano de Barros exposto no artigo da Carta Capital, no dia 20 de abril, está em derrocada: a laicidade do Estado.http://www.cartacapital.com.br/politica/da-democracia-a-teocracia
O que significa Estado Laico?
Segundo o portal dos Significados, Estado Laico significa um país ou nação com uma posição neutra no campo religioso. Também conhecido como Estado secular, o Estado laico tem como princípio a imparcialidade nos assuntos religiosos, não apoiando ou discriminando nenhuma religião.
Um estado laico defende a liberdade religiosa de todos os cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.
Pois bem, no domingo passado ouviu-se a grande maioria dos deputados professar o voto em nome de "Deus" e da "família" justificando-o como argumento. Raras foram as exceções entre os deputados que argumentaram o voto "SIM" citando os dois aspectos contidos no relatório: seis decretos orçamentários e as pedaladas fiscais.
Pergunto: Caberia a justificativa e a argumentação do voto em nome de Deus? Seria as justificativas esperadas pelos eleitores ou foram proferidas para trazer o "alento" decorrente da crença?
Pergunto: Caberia a justificativa e a argumentação do voto em nome de Deus? Seria as justificativas esperadas pelos eleitores ou foram proferidas para trazer o "alento" decorrente da crença?
C. J. de Barros diz: "Na narrativa que martela o afastamento do PT como solução única da crise econômica e política, um capítulo crucial tem sido relegado à periferia do debate político: as forças ultraconservadoras, formadas por fundamentalistas religiosos e fanáticos militaristas, talvez sejam os grandes vitoriosos desse processo."
É só dar uma olhada nos assuntos polêmicos que tramitam pela Casa para concluir que ou ficarão engavetados ou não serão aprovados. Citarei dois: Aborto e a Reforma Política.
O engavetamento ou mesmo a não aprovação de questões importantes, como o aborto, por exemplo, que é a escolha da mulher decidir pela interrupção da gravidez e ter assegurado o direito de fazê-lo pelo SUS, sem que seja considerado um crime, é uma atitude grave que vem mostrar que a câmara age com indiferença e não cumpre com seu papel institucional.
Parece-me muito claro que aquela casa é movida por interesses politiqueiros, pois, para aprovar a abertura do processo da presidente Dilma, vararam a madrugada, trabalharam incansavelmente nas segundas e nas sextas-feiras com o intuito de apressar a causa.
Por que não o fazem também por outros assuntos de grande relevância ?
Atitude declaradamente demagógica é quanto aos fundamentos da admissibilidade do impeachment cuja base, neste caso, foi a vontade política do presidente da casa em conluio com a oposição. Em março de 2015, o presidente da câmara de deputados tinha uma posição contrária à abertura do processo, argumentando sobre a necessidade de se ter motivação e declarou isto no Programa Roda Viva (março de 2015). Assista o vídeo.
Não foi ele convincente? Aplausos para o traquejo politiqueiro do Eduardo Cunha.
Para concluir, nos dois casos citados a hipocrisia e a demagogia uniram-se para o mesmo propósito, afastar a Presidente da República eleita democraticamente pela maioria do povo.
Volto a perguntar novamente: Que releitura podemos fazer com a saída da presidente Dilma? Seria a salvação do país?
E você, leitor, acredita nisto?
O engavetamento ou mesmo a não aprovação de questões importantes, como o aborto, por exemplo, que é a escolha da mulher decidir pela interrupção da gravidez e ter assegurado o direito de fazê-lo pelo SUS, sem que seja considerado um crime, é uma atitude grave que vem mostrar que a câmara age com indiferença e não cumpre com seu papel institucional.
Parece-me muito claro que aquela casa é movida por interesses politiqueiros, pois, para aprovar a abertura do processo da presidente Dilma, vararam a madrugada, trabalharam incansavelmente nas segundas e nas sextas-feiras com o intuito de apressar a causa.
Por que não o fazem também por outros assuntos de grande relevância ?
Atitude declaradamente demagógica é quanto aos fundamentos da admissibilidade do impeachment cuja base, neste caso, foi a vontade política do presidente da casa em conluio com a oposição. Em março de 2015, o presidente da câmara de deputados tinha uma posição contrária à abertura do processo, argumentando sobre a necessidade de se ter motivação e declarou isto no Programa Roda Viva (março de 2015). Assista o vídeo.
Para concluir, nos dois casos citados a hipocrisia e a demagogia uniram-se para o mesmo propósito, afastar a Presidente da República eleita democraticamente pela maioria do povo.
Volto a perguntar novamente: Que releitura podemos fazer com a saída da presidente Dilma? Seria a salvação do país?
E você, leitor, acredita nisto?
