"- Eu já cheguei a pensar que não teria mais jeito na prisão. A cadeia não ressocializa ninguém, o trabalho sim. Eu encontrei a felicidade, tenho uma nova vida."
Esta declaração é de um apenado que cumpre pena no Estado do Espírito Santo e que participa de um projeto de ressocialização, a reportagem é do site G1.
O trabalho é um fator muito importante para a sociedade, pois perpassa o provimento do capital, envolve necessidades humanas pessoais. Através dele há produção de bens, os quais promovem desenvolvimento individual, familiar e da nação. Ele favorece a influência plena sobre o sujeito e sua relação com o meio onde vive.
Considerando os benefícios que o trabalho traz , entendo que os apenados poderiam desenvolver atividades laborais na maior parte do tempo, tais como: prestar serviço de forma organizada e permanente dentro do presídio, participar de projetos de estudos e formação profissional. Trabalhar durante o tempo de cumprimento da pena afetaria diretamente a autopercepção e a valorização pessoal do apenado, com isto alcançaria benefícios para si mesmos e para a sociedade Isto é o que entendo por "ressocialização".
Considerando os benefícios que o trabalho traz , entendo que os apenados poderiam desenvolver atividades laborais na maior parte do tempo, tais como: prestar serviço de forma organizada e permanente dentro do presídio, participar de projetos de estudos e formação profissional. Trabalhar durante o tempo de cumprimento da pena afetaria diretamente a autopercepção e a valorização pessoal do apenado, com isto alcançaria benefícios para si mesmos e para a sociedade Isto é o que entendo por "ressocialização".
A classe política do país, responsável pela elaboração de leis, dá pouca importância para a questão, pois até hoje, são raras as alternativas com foco na ressocialização do preso. Acontece que ao sair da cadeia o apenado estará na mesma condição de quando ingressou lá, pois durante o tempo de reclusão ou detenção, não houve investimento para que a mudança de mentalidade deste sujeito venha a acontecer. A ociosidade é ruim, pois adoece a mente e o espírito. Nesta perspectiva, a pena cumpre tão somente o caráter punitivo.
Para que projetos como este se efetivem, são necessários recursos financeiros, pessoal e logístico que atendessem, por exemplo: a) classes de estudo com nível fundamental e médio (EJA), pois através delas os apenados poderiam continuar os estudos; b) projeto de leitura; c) oficinas de alvenaria, marcenaria, carpintaria, pintura e outras técnicas que proporcionassem aos detentos desenvolver-se profissionalmente e, como contrapartida, realizariam consertos, manutenção de mobília escolar (dentro do próprio presidio) , pintura interna das salas de aulas, fachadas das escolas públicas, para aqueles apenados que progredirem para o regime semiaberto.
A princípio, participariam do projeto das oficinas apenados aprovados nos testes psicológicos, porém todos deveriam frequentar as classes escolares instaladas dentro do presídio e também participar do projeto de leitura, inclusive aqueles indivíduos considerados de alta periculosidade.
Em Colatina, no noroeste do Espírito Santo os detentos do regime semiaberto utilizam o período do dia para trabalhar e auferir salário pelos serviços prestados, à noite, voltam para o presídio para dormir.
Quem acompanha o grupo relata a boa vontade e o valor dado à liberdade de sair e trabalhar.
A reportagem é do site G1. http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/04/trabalho-ajuda-na-ressocializacao-de-detentos-em-colatina-es.html
O projeto de ressocialização citado na reportagem incentiva às empresas privadas a contratarem os presos, tendo como custo apenas o pagamento do salário, sem pensar no futuro A ideia é boa, mas satisfaz somente o interesse da empresa privada, quando há sérios problemas com a falta de manutenção nos prédios das escolas públicas, por exemplo.
De acordo com matéria publicada na revista Escola pública, menos de 15% das escolas brasileiras tem um nível considerado adequado de infraestrutura e apenas 0,6% alcançam padrão avançado.
5% das escolas ainda não tem acesso à água e energia.
As desigualdades se refletem nas condições das escolas e as unidades rurais de áreas mais pobres, principalmente no Norte e Nordeste do país, são as que apresentam as piores situações, tais como escola sem parede em que os alunos precisam trocar de lugar conforme o movimento do sol, mobiliário estragado pela umidade e comido por cupins, goteiras, pisos de terra batida e latrinas ainda fazem parte da realidade das escolas brasileiras. Pergunto:
Quando a classe política brasileira deixará o "fazer de conta" e começará a trabalhar efetivamente pelos problemas sérios que o país enfrenta?
A princípio, participariam do projeto das oficinas apenados aprovados nos testes psicológicos, porém todos deveriam frequentar as classes escolares instaladas dentro do presídio e também participar do projeto de leitura, inclusive aqueles indivíduos considerados de alta periculosidade.
Em Colatina, no noroeste do Espírito Santo os detentos do regime semiaberto utilizam o período do dia para trabalhar e auferir salário pelos serviços prestados, à noite, voltam para o presídio para dormir.
Quem acompanha o grupo relata a boa vontade e o valor dado à liberdade de sair e trabalhar.
A reportagem é do site G1. http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/04/trabalho-ajuda-na-ressocializacao-de-detentos-em-colatina-es.html
O projeto de ressocialização citado na reportagem incentiva às empresas privadas a contratarem os presos, tendo como custo apenas o pagamento do salário, sem pensar no futuro A ideia é boa, mas satisfaz somente o interesse da empresa privada, quando há sérios problemas com a falta de manutenção nos prédios das escolas públicas, por exemplo.
De acordo com matéria publicada na revista Escola pública, menos de 15% das escolas brasileiras tem um nível considerado adequado de infraestrutura e apenas 0,6% alcançam padrão avançado.
5% das escolas ainda não tem acesso à água e energia.
As desigualdades se refletem nas condições das escolas e as unidades rurais de áreas mais pobres, principalmente no Norte e Nordeste do país, são as que apresentam as piores situações, tais como escola sem parede em que os alunos precisam trocar de lugar conforme o movimento do sol, mobiliário estragado pela umidade e comido por cupins, goteiras, pisos de terra batida e latrinas ainda fazem parte da realidade das escolas brasileiras. Pergunto:
Os gastos bilionários com a corrupção e o enriquecimento ilícito de alguns poucos rouba da sociedade as quantias necessárias que poderiam ser destinadas ao enfrentamento efetivo dos problemas do sistema penitenciário, educação, trabalho , saúde e segurança pública.
Talvez estes assuntos não deixarão de compor a retórica eleitoreira de quem almeja o poder, pois é fato que somente na época de eleições são rememorados. Basta, não é isto que se quer!
Referências
http://revistaescolapublica.com.br/textos/39/espaco-para-o-ensino-319357-1.asp
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/04/trabalho-ajuda-na-ressocializacao-de-detentos-em-colatina-es.html
http://revistaescolapublica.com.br/textos/39/espaco-para-o-ensino-319357-1.asp

