domingo, 3 de fevereiro de 2019

Valentina nos Ensina sobre Inclusão: Você quer aprender?


                                                        

                                                                                                          lh6.googleusercontent.com

A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) garante os direitos das pessoas com deficiência, mas a realidade de Valentina mostra que a lei não é suficiente. A exclusão da menina de um espaço kids é uma clara violação dos seus direitos e um sinal de que a sociedade ainda precisa avançar muito para garantir a inclusão.

Lei 13.146/2015
Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência):
Art. 88: Praticar, induzir ou incitar discriminação de pessoa em razão de sua deficiência:
Pena: Reclusão, de 1(um) a 3 (três) anos e multa

§§ [...]

Do blog Mães em Ação:

Uma menina, de 5 anos, com síndrome de Down,  foi impedida de brincar em espaço kids de um shopping em São Paulo. A mãe inconformada  por causa da conduta do espaço ingressou na justiça por discriminação. Funcionários da atração impediram a garota, condicionaram o acesso ao acompanhamento de um responsável,  mesmo a menina tendo idade para frequentar o parque sem ter que estar acompanhada por um adulto. A regra do parque prevê a exigência de um adulto responsável para que  crianças menores de dois anos o frequente desacompanhada, que não era o caso da menina.
Valentina tem cinco anos e tem síndrome de Down. Exceto por essa condição é uma criança como outra qualquer de sua idade. Isto é, uma criança amável, meiga e feliz. 

A conduta dos funcionários do espaço kids demonstra profundo preconceito em relação à Síndrome de Down, bem como a falta de acessibilidade. Tendo em vista que a acessibilidade não se limita  a rampas ou elevadores, mas também inclui a adaptação de regras e procedimentos para atender as necessidades de todos.
 A crença de que pessoas com deficiência são incapazes, que precisam de cuidados especiais e que não podem se divertir com outras crianças é um esteriótipo que se baseia no capacitismo. Também ficou demonstrado o desconhecimento dos funcionários sobre os direitos das pessoas com deficiência.

É preciso que casos como esse sirvam como alerta para a sociedade. A inclusão de pessoas com deficiência é um direito e um dever de todos. É fundamental que empresas, instituições e indivíduos se conscientizem sobre a importância de promover a acessibilidade e combater a discriminação. A construção de uma sociedade mais justa e inclusiva depende de cada um de nós.


Por Lisiane Vieira Ortiz Martinez



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Referências



https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/11/capacitismo-subestimar-e-excluir-pessoas-com-deficiencia-tem-nome

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