O pedreiro Joilson Santos, 54 anos passou a frequentar as aulas de balé para acompanhar suas filhas com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
O trabalhador da construção civil é o único homem entre nove mães, além de outras oito alunas, na primeira turma do Ballet Azul (cor que representa o autismo), programa que faz parte do projeto Arte de Viver, mantido gratuitamente pela prefeitura de Feira de Santana (a 115 km de Salvador). Todas as bailarinas do grupo são autistas.
Desde março, Joilson tem alternado o labor nos canteiros de obras com as aulas de dança. Duas vezes por semana, as quartas e sextas-feiras, o pai deixa de lado as ferramentas de trabalho para ir ao estúdio no Centro Cultural Maestro Miro.
O pai das meninas conta que tomou conhecimento do projeto durante as consultas médicas no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). "Eu não planejei participar do balé, mas como as crianças precisam de acompanhante, não podia deixar uma de minhas filhas sem par."
Os meses de ensaio renderam aos mentores uma apresentação pública ao lado das crianças, em agosto passado, o que fez a noticia da participação de Joilson se espalhar pela vizinhança.
"Não tÔ nem aí para o que os outros falam. Faço qualquer coisa pela dignidade de minhas filhas", diz ele.
Parabéns papai pela atitude e pelo bom exemplo.

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