Assisti o vídeo de campanha em que o presidente aparece sentado no meio de jovens, aconselhando-os a ouvirem seus pais. Diz ele: "Por que o pai ou a mãe as vezes, é chato? E olha, tem que ser assim. Os teus pais são aqueles que dão a vida, de verdade, por vocês. Por que não ouvi-los? A família é a base da sociedade. Você vai se orgulhar, lá na frente, dessas pessoas que te botaram na linha, lá atrás" O vídeo encerra com uma rima de falsas verdades e com falsa expectativa, na minha opinião. Vou explicar porque compreendo dessa forma.
"Sem pandemia. Sem corrupção. E com Deus no coração. Seremos uma grande nação."
1. Sem pandemia. A pandemia pode até ter diminuído, mas as sequelas ainda estão presentes, como a dor da perda sentida pelas famílias das vítimas da COVID-19, tal como as sequelas físicas daqueles que sobreviveram à doença. Não apontarei as atitudes e falas desprezíveis do governante, pois são conhecidas de todos, porém, entendo que está na sua conta a responsabilidade pelo atraso na compra de vacinas que levou à morte de milhares de brasileiros.
2. Sem corrupção. O presidente precisa explicar os acontecimentos que colocaram em dúvida a lisura do seu governo, cito o caso do gabinete do ódio que espalha mentiras, escândalo do MEC e os pastores evangélicos, porque não basta demitir o ministro, é preciso, sim, explicar. Outro ponto que trás desconfiança é o sigilo de 100 anos. Aprendi com meus pais que quem faz o que é certo não precisa se esconder. Se não deve, não tem por que temer.
3. Com Deus no coração. Tenho fé em Deus e acredito de coração que os ensinamentos de Jesus conduzem à paz e ao bem. Respeito a fé de qualquer pessoa, porém, acho contraditório e, por isso mesmo, hipócrita, levantar a bandeira da fé e da arma de fogo.
Que tipo de nação Bolsonaro construiu durante o seu governo para os jovens brasileiros? Sabemos que a pretensão dele é a reeleição, entretanto, se olharmos apenas os números que a Matemática mostra e se buscarmos informações, constatamos que nada fez pelos jovens do país, visto que não investiu no principal fator ligado à juventude, que é a educação.
Ao contrário, não investiu e ainda cortou verbas das universidades públicas. Logo, a propaganda de governo com os jovens, não passa de uma propaganda falaciosa que cria falsa expectativa, especialmente, entre os jovens que acreditam nele.
por Lisiane Vieira Ortiz Martinez.
REFERÊNCIA
Eu leio, escuto , vejo e elaboro um raciocínio do cotidiano.
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