Com o coração pesaroso, o mundo se despede do Papa Francisco. Ele nos deixou aos 88 anos , sua partida, embora envolta em tristeza, não apaga a luz que irradiou durante o seu pontificado. Mais do que um líder da igreja Católica, Francisco representou esperança, tolerância, compaixão e justiça social com sua defesa incansável dos marginalizados e excluídos.
O Pontificado do Papa Francisco ficou caracterizado pela ruptura de práticas voltadas para o luxo e a ostentação, bem como as práticas discriminatórias de pessoas devido à orientação sexual, com isso, aproximou a igreja das pessoas, tornando-a mais acolhedora e engajada com os desafios do mundo contemporâneo e fundamentada nos ensinamentos de Cristo.
Sua voz ressoou com força sobre questões sociais sensíveis, demonstrando real preocupação com os pobres, refugiados, imigrantes, vítimas das guerras e uma disposição genuína em dialogar com diferentes perspectivas religiosas e doutrinárias.
A transparência dos casos e o pedido de desculpas de Francisco às vítimas de pedofilia praticada pelo clero contrastam com a atitude de outros líderes religiosos que optaram pelo encobrimento ou pela negação dos crimes. A coragem do Papa se destacou ao enfrentar essa chaga e se responsabilizar pelos erros da instituição, pois quebrou a "corrente" que mantinha a proteção da reputação do clero em detrimento da justiça para as vítimas.
Em relação às mães que criam os filhos sozinhas, o Papa Francisco demonstrou profunda empatia e reconhecimento das dificuldades que enfrentam. Suas palavras foram de encorajamento e apoio , desmistificando preconceitos e salientando a dignidade e a força das mulheres que criam seus filhos sozinhas.
Seu discurso era amoroso, enquanto outros líderes perpetuam estigmas e julgamentos, com discursos carregados de moralismos e falta de empatia, reforçando a exclusão social das mães. Disse ele: " Não existe mãe solteira. Existe Mãe! Mãe não é estado civil."
Com relação aos gays, o Papa Francisco com sua liderança pastoral, humilde e atuante, buscou construir pontes e promover o respeito para com essas pessoas, enquanto líderes evangélicos e de seitas insistem em querer salientar uma passagem do Velho Testamento, quando deveriam olhar para o exemplo deixado por Jesus. Esses líderes fomentam preconceito, discriminação, ódio e violência contra o grupo LGBTQIA+.
Seus discursos inflamados e excludentes representam o oposto do Amor ao Próximo pregado por Jesus. O Papa Francisco demonstrou por meio de suas atitudes e ensinamentos que foi um seguidor de Jesus Cristo, disse ele: " Somos todos filhos de Deus. Deus não rejeita ninguém. Deus é Pai. E não tenho o direito de perseguir ninguém da igreja. A minha missão é acolher sempre. A igreja não pode fechar as portas a ninguém. A ninguém."
O Papa Francisco, com sua visão de uma igreja que se encontra com o mundo, buscou construir diálogo com líderes de outras religiões. Entre as muitas viagens que fez, Francisco visitou o Aiatolá Ali al-Sistani, líder xiita no Iraque. Francisco ofereceu colaboração e amizade para o bem daquela região e ressaltou a importância da paz.
Em sua jornada pastoral, Francisco irradiou o exemplo de Jesus, pois priorizou os pobres e excluídos, promoveu o diálogo e demonstrou empatia e compaixão. Seu legado está marcado pela humildade e o amor ao próximo, pela busca da paz e um mundo mais justo e solidário, onde a fé se traduz em ações de solidariedade e reconciliação.
Por Lisiane Vieira Ortiz Martinez
Referência
https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/papa-francisco-e-aiatola-ali-al-sistani-tem-encontro-historico-no-iraque/
Bíblia Sagrada, Tradução da CNBB - 2012.
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