sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A licença paternidade aumentou.

Na quarta-feira , dia 3 de fevereiro foi aprovado  pelo Senado o Marco Legal da Primeira Infância (PLC 14/2015),  mas  que ainda necessita ser  sancionado, prevê  o tempo maior dos pais com  o recém-nascido, a licença-paternidade será de  20 dias.
A licença dos pais aumentou de cinco para vinte, para empresas que participam do programa Empresa Cidadã. Não há prejuízos financeiros para a empresa, pois  há dedução no  imposto de renda. A licença-maternidade é de 180 dias, com isso, avança-se mais um passo no cuidado  com      o desenvolvimento integral da criança.



A lei 8069/90 (ECA) que já completou a maioridade prevê em seu artigo 3º:
“A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, assegurando-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de  lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual  e social, em condições de liberdade e de  dignidade.”

A criança  e o adolescente são  sujeitos de direito, é dever do Estado desenvolver políticas públicas voltadas para eles.   O  Marco Legal da Primeira infância  articulado  com o Programa Brasil Carinhoso  e a Rede Cegonha são  políticas  públicas voltadas para o atendimento da primeira infância.

Os estudos da Neurociência mostram que a primeira infância é o período das estruturações do cérebro, onde as conexões neuronais se formam e também, é o período mais delicado para a vida do bebê. O contato  do recém nascido com a pele da mãe, o aleitamento materno, entre outros,  são estímulos importantes para que as conexões ocorram.
 O Marco Legal também obriga União, Estados e Municípios à informar a população quanto gastou  com os programas e serviços destinados a primeira infância.

O papel do pai

 Sabemos que o recém-nascido necessita de cuidados, proteção, alimentação, afeto. O bebê é  ser humano completo, dotado de sentimentos, ideias e emoções.  Durante muito tempo, os cuidados e a educação dos pequenos era atribuído à mãe ou às mulheres,   a figura paterna agia como coadjuvante na relação com o recém-nascido.

 O machismo outrora introduzido na sociedade  que relegou ao homem o papel de provedor e à mulher o cuidado dos filhos,  favoreceu o distanciamento deles quanto aos cuidados com o bebê , fazendo com  que os  homens não se sentissem absorvidos, especialmente nesta fase.

Felizmente, o paradigma machista está em fase de transformação e o Marco Legal da Primeira Infância vem corroborar essa mudança!
A feminista francesa Simone de Beauvoir referiu-se à mulher: Ninguém nasce mulher; torna-se mulher .  Este conceito, essa ideia,  também pode ser atribuída às mães e aos pais,  afinal nem a mulher nem o homem nascem assim; tornam-se mãe e pai com a chegada do filho.

Estudos mostram que  a mãe, o pai e o recém-nascido são beneficiados com o laço afetivo que se forma,  a medida que todos se envolvem nesta relação. De acordo com Vital Didone, "o trabalho do homem se articula com a qualidade de vida do trabalhador, pois teve experiência afetiva com seu bebê e com a mãe."
Parece que o  Legislativo já entendeu isso.

Referências
http://www.frasesfamosas.com.br/




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