quarta-feira, 15 de junho de 2016

A objetificação do corpo feminino é alimento para a cultura machista.

Outro dia, eu    e     minha filha adolescente de 17 anos  conversávamos  sobre   práticas " machistas" cujo centro é a  mulher. Sem fazer julgamentos preconceituosos, analisávamos a hipersexualização do corpo feminino em relação algumas profissões que trazem notória visibilidade.

A hipersexualização do corpo feminino  está tão enraizada entre nós, que provavelmente, não se questiona  isto, quando o corpo da mulher está estampado nas propagandas publicitárias utilizadas com o fito de  promover produtos, perfumes, propagandas de cervejas e outras bebidas, carros, times de futebol, escolas de samba, concursos de beleza.

 É a formosura do corpo sendo premiada, sob o título de" Musa  do brasileirão", "Musa do gauchão", "Musa do carnaval, " "Miss", "Garota verão". Outra versão, em  que mostra a objetificação do corpo da  mulher, sendo oferecida  como prêmio, disponibilizada para o desejo do homem,   é a propaganda publicitária do perfume Invictus, da Paco Rabbane. Abaixo, está  o link.
https://www.youtube.com/watch?v=Q8lxGGx0R04

Lembro-me que na infância era muito comum ver nas paredes das oficinas mecânicas, calendários do ano e  pôster de mulheres nuas e  seminuas,  em poses sensuais, patrocinando óleo de motores e modelos de carros.

A literatura brasileira,  assim como a  Bíblia que é  considerada o livro sagrado que guia a maioria das religiões,  também traz o relato sobre o uso do corpo da mulher  como produto e objeto de troca, e as histórias mencionadas, não  são aquelas que se referem às prostitutas.

 Logo, em nossa conversa de mãe e filha, chegamos à conclusão que a objetificação do corpo feminino está  em nossos costumes, tão naturalizado  no cotidiano e  em todos os meios sociais, que sem refletir sobre os aspectos que  alimentam  a cultura machista, chegamos até  achar bonitinho!


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