O poder policial , enquanto mecanismo de repressão do estado, contra as manifestações populares, ataca violentamente o direito fundamental da livre expressão garantido pela Constituição Federal.
Reza na Constituição Federal, art. 5º IV: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.
Um dos argumentos utilizados para justificar a violência, foi o de que alguns manifestantes infiltrados e mascarados depredaram o patrimônio público, isto de fato aconteceu, Infelizmente algumas pessoas aproveitam-se de atos públicos para se manifestar de forma violenta com intuito de praticar vandalismo e desabonar os movimentos populares.
A verdadeira manifestação democrática não pode ficar resumida à narrativa unilateral da imprensa, pois ela busca a desmobilização, silenciando a voz dos movimentos dos trabalhadores que são contrários às medidas nefastas do governo Temer: a reforma trabalhista e a reforma da previdência.
A verdadeira manifestação democrática não pode ficar resumida à narrativa unilateral da imprensa, pois ela busca a desmobilização, silenciando a voz dos movimentos dos trabalhadores que são contrários às medidas nefastas do governo Temer: a reforma trabalhista e a reforma da previdência.
Foi descabida a repressão, foi truculenta a violência dos órgãos policiais contra os movimentos sociais, contra a classe trabalhadora, contra os mais fracos, socialmente desiguais. É também uma forma de violência simbólica contra as lutas de grupos considerados minoritários, entre eles estão: a luta contra os indígenas a luta dos quilombolas, a luta por terra, a luta por um teto , a luta por emprego e a luta pela classe e pelo cargo, como é a luta dos servidores de empresas públicas que estão à mercê da privatização.
A repressão policial esteve presente ostensivamente nas manifestações populares de Brasilia , Porto Alegre, Rio de Janeiro e Goiânia. Para finalizar com o som de trombetas e reforçar ainda mais a narrativa negativa dos protestos, o presidente Temer convoca o uso das Forças Armadas para conter a manifestação. Apesar de ter revogado o decreto, deixou um gosto amargo pelo fato de o Exército agir contra civis e achacar as manifestações, atacando a democracia.
Que tipo de sociedade é a nossa que aceita ser governada por alguém , como Michel Temer, flagrado em gravação com bandido de empresa privada? Que tipo de presidente ele é, que não zela pelo compromisso com a ética e a transparência de seus atos institucionais e que recebe bandido na calada da noite, no palácio, onde reside , em função do cargo?
Que tipo de tramoia ou pacto há entre Temer e a imprensa do país, que trata a situação suja e imoral dele como se fosse um blefe? A imprensa tem sido muito compassiva, talvez seja porque ambos têm em comum, o compromisso com o Mercado Financeiro.
Mas quem é este Mercado que ouve-se falar, para quem a imprensa trabalha e na qual, Temer e seus comparsas prometeram entregar as reformas?
Boaventura dos Santos (1999) explica: " Esta nova economia-mundo duplica-se numa nova economia politica, o modelo neo-liberal, imposto pelos países centrais aos países periféricos e semi-periféricos do sistema mundial, fundamentalmente através das instituições financeira dominada pelos primeiros e em que se destacam o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Nos termos desta nova economia política, as economias nacionais devem ser abertas ao comércio internacional, as politicas fiscais e monetárias devem ser claramente protegidos contra as nacionalizações, as empresas nacionalizadas devem ser privatizadas, a legislação laboral deve ser flexibilizada e em geral, a regulação estatal da economia e do bem estar social deve ser reduzido ao mínimo. O impacto desta economia política no sistema de desigualdade é devastador tanto a nível global como ao nível do espaço nacional. A nível muito geral, o impacto consiste na metamorfose do sistema de desigualdade em sistema de exclusão."
Não podemos aceitar, calados, um governo envolvido com corrupção e malfeitos, sem protestar! Ademais, quando colocamo-nos contrários as manifestações populares, estamos apontando o canhão para o próprio pé.
Referências
Adalia helena blogger :pesquisa por imagem
Boaventura de Sousa Santos, A construção multicultural da igualdade e da diferença, 1999, Oficina do CES nº 135.
Constituição Federal, 1988.
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/24/política
Que tipo de tramoia ou pacto há entre Temer e a imprensa do país, que trata a situação suja e imoral dele como se fosse um blefe? A imprensa tem sido muito compassiva, talvez seja porque ambos têm em comum, o compromisso com o Mercado Financeiro.
Mas quem é este Mercado que ouve-se falar, para quem a imprensa trabalha e na qual, Temer e seus comparsas prometeram entregar as reformas?
Boaventura dos Santos (1999) explica: " Esta nova economia-mundo duplica-se numa nova economia politica, o modelo neo-liberal, imposto pelos países centrais aos países periféricos e semi-periféricos do sistema mundial, fundamentalmente através das instituições financeira dominada pelos primeiros e em que se destacam o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Nos termos desta nova economia política, as economias nacionais devem ser abertas ao comércio internacional, as politicas fiscais e monetárias devem ser claramente protegidos contra as nacionalizações, as empresas nacionalizadas devem ser privatizadas, a legislação laboral deve ser flexibilizada e em geral, a regulação estatal da economia e do bem estar social deve ser reduzido ao mínimo. O impacto desta economia política no sistema de desigualdade é devastador tanto a nível global como ao nível do espaço nacional. A nível muito geral, o impacto consiste na metamorfose do sistema de desigualdade em sistema de exclusão."
Não podemos aceitar, calados, um governo envolvido com corrupção e malfeitos, sem protestar! Ademais, quando colocamo-nos contrários as manifestações populares, estamos apontando o canhão para o próprio pé.
Referências
Adalia helena blogger :pesquisa por imagem
Boaventura de Sousa Santos, A construção multicultural da igualdade e da diferença, 1999, Oficina do CES nº 135.
Constituição Federal, 1988.
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/24/política



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