Os acontecimentos na
política- midiática- jurídica, da última semana,
provavelmente deixou os brasileiros atônitos, confusos , chateados
ou mesmo felizes.
É muito bom saber que as mazelas não ficam mais escamoteadas, todavia a tendência natural das
pessoas é pré-julgar,
especialmente quando as noticias na telinha não apenas mostram os acontecimentos, mas favorecem e muito, para a formação de opinião das massas.
Penso que momentos como
esses, requer de nós a prudência
intelectual do bom senso. Esta prudência implica em ler ou assistir notícias publicadas pela mídia com racionalidade e ao mesmo
tempo, manter um certo distanciamento emocional que nos dá o fôlego para fazer a releitura crítica. Será isso possível?
google imagens
Tivemos quatro
acontecimentos bombásticos no campo jurídico ,político, midiático nas duas
últimas semanas: 1) A publicação da “suposta” delação do senador Delcídio do
Amaral à revista IstoÉ; 2) A condução coercitiva do Lula até o aeroporto de
Congonhas; 3) A aceitação da Denúncia contra o presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha.
4) A Câmara e o Senado obstruírem pautas até que seja decidido a questão do Impeachment da Presidente Dilma.
1 Delação
Premiada: Delação não é instrumento de prova e sim um meio de
obtenção. Ela deve acontecer de forma espontânea para esclarecer crimes praticados em concurso de agentes e poderá vir
a ter a minimização da pena, já que o delator é um co-réu.
A
principio, a colaboração premiada, é de
acesso do juiz e das pessoas citadas nos autos, portanto, resta a dúvida, se
houve de fato o vazamento e se houve, seria um vazamento seletivo ou a matéria
publicada pela revista IstoÉ, é fantasiosa?
2 Condução coercitiva: O
Instituto da Condução coercitiva pressupõe que a pessoa tenha sido intimada para comparecer em juízo,
mediante mandato e tenha deixado de atender ao chamamento judicial.
Apesar de toda comoção que causou o ato, os cidadãos
brasileiros tem o direito de saber a verdade e a expectativa é que tal verdade
seja apurada, mas sem atropelos, porque a conseqüência me pareceu desastrosa.
Compartilho uma citação que li no artigo do Jusbrasil: "Todos queremos que Lula preste contas de tudo de que é acusado. Mas em sã consciência, se a lei exige intimação prévia para se decretar a condução coercitiva, não tendo havido essa intimação, não pode acontecer a condução. Tudo claro, como a luz do meio dia. Sem a causa, não se pode extrair o efeito. Sem a massa, não se faz o pão. Sem o ar, não se respira. Sem oxigênio, não existe água. Sem o sol, não existira o sistema solar. Sem Helena, não haveria Troia. A lei não foi atendida. O fundamento apresentado por Moro (condução para evitar tumulto) não está na lei.
http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/311719196/conducao-coercitiva-do-lula-i-legalidade-e-a-busca-da-verdade-aletheia
Compartilho uma citação que li no artigo do Jusbrasil: "Todos queremos que Lula preste contas de tudo de que é acusado. Mas em sã consciência, se a lei exige intimação prévia para se decretar a condução coercitiva, não tendo havido essa intimação, não pode acontecer a condução. Tudo claro, como a luz do meio dia. Sem a causa, não se pode extrair o efeito. Sem a massa, não se faz o pão. Sem o ar, não se respira. Sem oxigênio, não existe água. Sem o sol, não existira o sistema solar. Sem Helena, não haveria Troia. A lei não foi atendida. O fundamento apresentado por Moro (condução para evitar tumulto) não está na lei.
http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/311719196/conducao-coercitiva-do-lula-i-legalidade-e-a-busca-da-verdade-aletheia
Aceitação
da Denúncia de Eduardo Cunha pelo STF: Eduardo Cunha do PMDB-RJ inaugurou, na história do país, o protagonismo de ser o primeiro Presidente da Câmara de Deputados, réu de ação penal.
Esta, por sua vez, visa apurar responsabilidades penais. É um mecanismo jurídico
importante, uma vez que se constitui um instrumento de defesa social.
O que vem a ser Denúncia? É o pontapé inicial da ação
penal e a partir dela é que tem inicio a atividade judiciária.
Tem cabimento salientar que apesar de ser um fato
histórico inaugural, não produziu o resultado midiático tão alarmante quanto o
fato do Lula. Esse fato histórico ficou na invisibilidade, pois a mídia televisiva, apesar de ter noticiado, não usou os seus holofotes nem seus megafones, tornando-o de pouca importância.
A obstrução de pautas no Congresso indica que os Deputados e Senadores não vão “ trabalhar” até que se instale a comissão do Impeachment, em nome da “crise política”, diga-se de passagem, provocada pela maioria eles.
E você leitor(a) o que pensa desta escolha dos
deputados?
Portanto, quero propor aqui uma pausa para o discernimento
intelectual. Não é ser “apática”, não é “ser morna”, não é “ser acrítica”, bem
como não significa “defender Lula e Dilma”.
Todos os brasileiros detém o direito de saber a verdade e
de esperar que a justiça seja feita, com as devidas conseqüências dos atos
ilícitos praticados e devidamente comprovados.
Entretanto, as investigações ainda não
foram concluídas e os processos ainda estão em andamento,
O que proponho é não se
deixar levar pela posição da grande mídia que tomou partido no dia do resultado das eleições e que desde
então, tem lançado sementes para retirar do governo a
presidente.
Sei que não é fácil conservar esse discernimento, mas
considero imperioso para perpetuar o
senso de justiça e a imparcialidade intelectual, não ingressando na manobra midiática que a todo custo, quer a colheita dos resultados que plantou e que vem plantando
a cada dia na telinha dos telejornais.

Nenhum comentário:
Postar um comentário