quarta-feira, 2 de março de 2016

Você apoia o feminismo ou o machismo?

Sabia que  você pode ser uma mulher e ter ideias impregnadas de “machismo”, assim como  existem  homens com ideal “feminista"? Sim, isto é uma realidade.



Apenas para esclarecer quando me refiro a ter ideias impregnadas de  machismo, quero dizer que você concorda com a lógica machista e sua influência. 
Você pode até fazer isso, sem a devida reflexão,  pois de certo modo, a ideologia masculinista está locupletado  nas raízes culturais da sociedade há séculos,  tanto no sistema econômico e  político, como   na mídia, nas religiões, no núcleo da família, sendo que neste último, apóia-se no regime patriarcal, onde a figura masculina representa a liderança. Nesta perspectiva, a mulher encontra-se submissa ao homem,  marido, companheiro ou pai. 
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Gostou da ironia da figura? Pois é, apesar do humor,  ela tem  cunho machista. O machismo usa a linguagem para submeter a mulher e afirmar a dominação masculina.
O feminismo preconiza a ampliação dos direitos da mulher que foram subjugados pela doutrina machista ao longo do tempo. É bem isso, quando refiro-me ao feminismo e a ampliação de direitos  estou afirmando que a mulher deve ter “os mesmos direitos” que o homem. A igualdade de direitos não pode ser discriminada por nenhum fator, seja etnia, orientação sexual, condição pessoal  e gênero.


Lembremos que no meio destas ideologias, há homens que compartilham dos ideais feministas, bem como há mulheres que apoiam o esquema  machista.  
Como a ideologia feminista pode se “libertar das correntes” do machismo tendo em vista o amplo  espectro que  possui? 

Milhares de  mulheres uniram-se em torno do ideal feminista, realizaram  manifestações justas e conquistaram direitos fundamentais,  derrubaram os  paradigmas da submissão.

No dia 8 de março comemora-se o dia Internacional da Mulher .Vamos relembrar um pouquinho os acontecimentos que firmaram esta data?

Em 25 de março de 1857, na cidade de  Nova York, as  operárias de uma fábrica, reivindicaram por melhores condições de trabalho: redução da carga horária ( de 16 para 10 horas diárias), equiparação salarial (elas recebiam até 1/3 do salário pago aos homens pela mesma execução) e também por tratamento mais digno no ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com absoluta violência, as mulheres foram trancadas dentro da fábrica e aproximadamente 130 operárias morreram carbonizadas. Apesar desta  tragédia  marcar a trajetória da luta feminina por direitos,  ela já ocorria desde o  século XIX em vários países da Europa e nos EUA.

Em maio de 1908 nos EUA cerca de 1500 mulheres aderiram à manifestação em prol da igualdade política e econômica no país.
Em 1910 foi realizada a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, onde surgiu  a ideia da criação de  uma data para celebrar os direitos da mulher. Foi aprovada pelas representantes  de 17 países.
 O objetivo era honrar a luta feminina e obter suporte para o sufrágio universal em diversas nações.
A ONU oficializou a data em 1945,  assinando o acordo internacional em que reconhecia a igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Entretanto, a luta do feminismo contra a dominação masculina ainda com raízes  na sociedade,  é contínua e permanente. Embora possa faltar-nos  a oportunidade de união aos grupos feministas, é possível travar esta luta de maneira  individual e digo mais, talvez a principal tarefa  que tenhamos que desempenhar esteja no exercício intelectual para distingui-lo em nosso cotidiano e na coragem para não se deixar  sucumbir. 

A Filósofa Marcia Tiburi explicou " que o feminismo é uma teoria prática que surge das condições concretas das  relações humanas, enquanto estas relações são baseadas em relações de linguagem que são relações de poder." http://revistacult.uol.com.br/home/2015/03/o-que-e-feminismo/

Ainda existem pessoas com pensamentos equivocados sobre o feminismo,  mas o fato é que ser feminista é vivenciar uma afirmação crítica da consciência de  direitos que lhe são próprios, por isso não é  algo abstrato.
Gestar a nova mentalidade  é  urgente e  necessária, principalmente porque há mulheres que ainda sofrem na pele, no corpo e  no espírito os efeitos mais perversos do machismo.

Gostei desta mensagem porque ela ressalta uma realidade importante a respeito do feminismo, ele não mata! E a realidade cruel e perversa do machismo, mata todos os dias!
Por isso, pense muito antes de decidir qual lado você apoia. Aproveite o 8 de março e reflita sobre o assunto.

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